Introdução Em algumas equipas já foram identificados os desafios/problemas, no entanto continua tudo igual. As pessoas sabem que existe tensão, reconhecem dificuldades na comunicação, percebem que determinadas situações se repetem. Conseguem identificar conflitos, dificuldades em trabalhar em conjunto e até reconhecer que determinadas formas de reagir estão a desgastar a equipa. E, ainda assim, voltam as respostas impulsivas, a dificuldade em escutar, a sensação de urgência constante, a dificuldade em desligar do trabalho. E, pouco a pouco, instala-se um desgaste silencioso que começa a afetar as relações, as decisões e o próprio ambiente da organização. Isto pode criar frustração, sobretudo em quem lidera, porque ainda existe a ideia de que se as pessoas percebem o problema, conseguem mudar automaticamente. Só que não é assim que o ser humano funciona. O trabalho com equipas e particulares tem-me mostrado que algumas pessoas compreendem perfeitamente o que está a acontecer e, mesmo assim, continuam sem conseguir sair das mesmas respostas emocionais. Isto não quer dizer que exista falta de competência, maturidade ou vontade de melhorar, significa apenas que existem competências humanas que precisam ser desenvolvidas na prática e não apenas compreendidas mentalmente. 1. O cérebro emocional reage antes da parte racional conseguir organizar uma resposta Uma pessoa pode reconhecer perfeitamente que reage de forma agressiva quando está sob pressão, pode até arrepender-se logo depois de uma conversa mais difícil, só que perante uma nova situação exigente, volta a responder da mesma forma. Isto acontece porque o cérebro humano não funciona apenas através da lógica. Daniel Goleman, um dos principais autores da Inteligência Emocional, explica que em situações de stress o cérebro emocional tende a ativar-se antes da parte racional conseguir analisar a situação com clareza. Ou seja, primeiro reage-se, só depois surge a reflexão. É precisamente por isso que em contexto profissional aparecem comportamentos como: Mesmo quando a pessoa sabe racionalmente que isso lhe está a fazer mal. Nas organizações isto cria frequentemente uma sensação de impotência, pois já se falou várias vezes e tudo continua igual. É importante ter presente, que perceber não significa automaticamente conseguir responder de forma diferente no momento real. 2. O corpo aprende estados de alerta e começa a viver neles Na maioria das organizações trabalha-se muito ao nível do racional. Isto é, fala-se sobre comunicação, criam-se regras e procedimentos, definem-se estratégias, organizam-se reuniões. Tudo elementos importantes. No entanto, existe uma dimensão profundamente humana que tende a ser esquecida, o corpo também aprende. Quando uma pessoa vive durante muito tempo em ambientes de pressão constante, tensão, urgência ou excesso de responsabilidade, o organismo adapta-se a funcionar em constante estado de alerta. O mais desafiante e preocupante é que esse estado deixa de ser percebido como exceção e passa a ser vivido como normalidade. A Organização Mundial de Saúde (OMS) reconhece o burnout como um fenómeno associado ao contexto profissional e relacionado com stress crónico no trabalho que não foi gerido com sucesso. Segundo dados recentes da OMS, cerca de 12 mil milhões de dias de trabalho são perdidos anualmente devido à ansiedade e depressão, com impacto direto no desempenho, produtividade e bem-estar das organizações. Só que antes de existir um burnout instalado, o corpo já costuma dar muitos sinais: Em equipas de organizações sociais, apoio social e saúde isto tende a intensificar-se ainda mais, porque existe um enorme envolvimento emocional no trabalho desenvolvido. 3. Algumas equipas repetem continuamente os mesmos padrões As organizações podem falar regularmente dos desafios que identificam, sejam eles de comunicação, relacionamento entre colaboradores, ou entre chefias, falta de espírito de equipa, ou até lidar com as diferenças geracionais. Reconhecer o padrão é uma coisa, agora alterá-lo é outra, especialmente quando: Perante isto, os colaboradores deixam de responder conscientemente e começam apenas a reagir. Reagem ao tom de voz, à pressão, à urgência, à sensação de não conseguir chegar a tudo. Logo, pouco a pouco a equipa deixa de funcionar como grupo e começa apenas a fazer por sobreviver ao ritmo diário. A própria OMS reforça que ambientes de trabalho pouco saudáveis, caracterizados por excesso de carga, baixa segurança psicológica, comunicação difícil e pouca clareza, representam um risco direto para a saúde mental dos colaboradores. 4. As competências emocionais desenvolvem-se com prática e continuidade As competências emocionais não se desenvolvem apenas através de teoria ou consciência, desenvolvem-se com prática. É fundamental manter isto bem presente. Tal como ninguém aprende a comunicar melhor apenas por ouvir falar sobre comunicação, também a gestão emocional exige treino, repetição e experiência vivida. Ao longo dos anos de trabalho, em desenvolvimento organizacional e humano, tornou-se muito claro que as mudanças mais sustentáveis acontecem quando existe continuidade e participação ativa das pessoas no processo. A neurociência reforça hoje aquilo que muitas equipas já sentem na prática, o cérebro mantém capacidade de criar ligações e novos padrões ao longo da vida conceito conhecido como neuroplasticidade. Para isso acontecer, é preciso repetição, experiência prática, segurança psicológica, espaço para errar e novas experiências relacionais. Segundo o modelo de Daniel Goleman, competências como autoconsciência, gestão emocional, empatia e qualidade dos relacionamentos podem ser desenvolvidas com grande naturalidade no contexto organizacional. Para isso acontecer, é preciso sair da teoria e entrar no quotidiano das equipas para aplicar cada competência. 5. Pequenas práticas começam a criar mudanças reais Em contextos exigentes, o cérebro tende a voltar ao automático, é precisamente por isso que pequenas práticas consistentes conseguem começar a criar mudanças importantes no dia-a-dia das equipas. Pequenas práticas, aparentemente simples, começam a fazer a diferença. Como parar antes de responder, criar pequenas pausas ao longo do dia, reconhecer sinais de sobrecarga, perceber o que está a acontecer no corpo antes de reagir. Estas e outras práticas simples, ajudam o sistema nervoso a sair gradualmente do estado constante de alerta. No trabalho com equipas percebe-se frequentemente que as pessoas não precisam apenas de compreender conceitos, precisam, acima de tudo, de ferramentas simples que consigam aplicar no meio da realidade exigente em que trabalham. Foi precisamente por isso que reuni no guia Vive Sem Stress no Trabalho 9
Introdução As pessoas não acordam a pensar hoje apetece-me entrar em conflito com um colega.Só que no decorrer do dia, por vezes logo pela manhã, acontece. Ninguém quer conflitos com os colegas, no entanto o clima de tensão está lá, quase rebentar. Isso é percetível nas conversas que não acontecem, ou que são dominadas pelo impulso. Opiniões que não são expressas, ou adiadas dia após dia. Decisões que demoram dias, semanas a serem tomadas. A maioria das vezes as pessoas nem sabem qual a razão. 1 – Nem sempre é um problema de pessoasQuando existe dificuldade nas relações, a explicação mais rápida costuma ser:• É do feitio da pessoa, sempre foi assim;• Não quer saber;• É falta de profissionalismo;• Parece se não se preocupa. Até pode ser uma ou várias destas situações, ou não. Algo mais silencioso pode estar a acontecer e as pessoas nem têm consciência.Pode ser de existência de papéis pouco claros, expectativas dos colaboradores diferentes, responsabilidades assumidas só por uns. Estas dinâmicas não visíveis aparecem nas relações não como uma causa e sim como uma consequência. 2 – O que a equipa já sente mesmo sem falarAntes de um conflito aberto, existem pequenos sinais que vão aparecendo:• Pessoas que se evitam;• Conversas por existir;• Reuniões onde se diz menos do que se pensa e sempre os mesmos a falar• Decisões ocultadas ou pouco esclarecidas.Estas situações vão mudando o ambiente e a equipa começa a perceber, mesmo quando ninguém diz nada. 3 – Cada pessoa reage como sabe e não como precisaEm contexto de pressão, de exigência, mudança repentina ou de diferença, é ativada a forma como cada pessoa aprendeu a lidar com situações difíceis. Algumas pessoas evitam as situações, é como se não existissem, outras reagem como se estivessem sempre a ser atacadas, outras assumem mais tarefas para compensar, outras pessoas afastam-se.Isto acontece porque não têm outros recursos disponíveis para lidar com cada contexto, o que faz com que as relações comecem a tornarem-se difíceis. 4 – Quando ninguém quer olhar para as situações alguém acaba por suportarQuando não existe espaço para lidar com o que está a acontecer, alguém acaba por suportar mais responsabilidade, mais pressão, mais desgaste emocional. Com o tempo, isso começa a ter um custo, nem sempre visível, só que afeta a dinâmica da equipa. Com o tempo este custo vai-se acumulando de forma bem silenciosa, até começar a aparecer no corpo, na forma como as pessoas reagem em vez de agir, ou na dificuldade em desligar do trabalho. Começa aqui a existir espaço para os primeiros sinais de desgaste mais profundo. Esses sinais podem ser desde irritabilidade, cansaço constante, estar sempre a realizar mais e mais, menor tolerância às situações, reatividade rápida.Ao início pode não ser fácil reconhecer isto, só mais tarde se percebe que o corpo já estava a dar sinais há algum tempo. Recentemente partilhei um episódio no Novas Perspetivas sobre como identificar estes momentos, pode ser um bom ponto de partida para quem quer perceber melhor o que está a acontecer. 5 – Perceber não muda as situações automaticamenteA equipa, mais dia menos dia, começa a reconhecer que as coisas não estão a funcionar, que é preciso falarem, mesmo sem saber como fazer e quem começa. Esta consciência e fundamental, no entanto não é suficiente, porque perceber não muda automaticamente a forma como cada pessoa lida com as situações, comunica ou se posiciona. É por isso que algumas situações se repetem, mesmo depois de serem conversadas. Com a tomada de consciência das situações é fulcral criar espaço para que as pessoas se possam expressar, com segurança emocional e psicológica. Aos poucos as relações começam a reforçar as suas interações de forma saudável. 6 – Uma pergunta para levares contigoSe olhares para a tua equipa neste momento: – O que está a ser sentido e não está a ser dito? Fica atenta/o, a dinâmica diária começa a dar sinais. Reflexão finalEm muitas equipas, o primeiro passo é perceber o que está a acontecer, existe, no entanto, algo que se torna ainda mais claro com o tempo e nem tudo muda apenas com consciência.Existem competências que precisam de ser praticadas, testadas e sustentadas no dia-a-dia, é aí que muitas relações começam verdadeiramente a transformar-se e o verdadeiro sucesso acontece.
Quando os cães foram nossos professores! Um dia que ficou no coração. Existem dias que não se esquecem. Dias em que a sala de aula se transforma num espaço de conexão, escuta e partilha verdadeira. Foi exatamente isso que aconteceu na atividade conjunta das unidades curriculares “Comportamento Organizacional e Recursos Humanos” e “Gestão de Pessoas”, lecionadas por mim na ESTGOH. No passado dia 26 de maio, recebemos uma visita muito especial: os cães de intervenções assistidas da ABAADV – Escola de Cães Guia de Mortágua. Foi um momento mágico! Sim, os protagonistas tinham quatro patas e olhares que falavam diretamente à alma. No entanto, o que se viveu foi profundamente humano. Esta atividade tinha um propósito claro, criar ligação entre os alunos de diferentes turmas, criar um terreno fértil para o desenvolvimento de competências fundamentais no mundo do trabalho — comunicação (verbal e não verbal), liderança, empatia, confiança, cooperação – e vivenciar um momento inesquecível. Como tantas vezes acontece nas experiências verdadeiramente transformadoras, recebemos muito mais do que aquilo que planeamos. O silêncio confortável que se instala entre o ser humano e um cão.A escuta profunda que acontece sem palavras.A confiança construída passo a passo, gesto a gesto.A liderança que se aprende na prática, respeitando o outro, mesmo quando o outro tem cauda e um faro apurado para emoções. Foi um dia de aprendizagem com alegria e muitos mimos! O riso leve, a surpresa nos olhos dos alunos, os mimos espontâneos aos cães, o brilho de quem percebe que comunicar vai muito além de falar. Foi uma aula cheia de vida, cheia de encontros, cheia de presença, e acima de tudo, cheia de alegria. Acredito profundamente que a educação com sentido precisa de unir a teoria à experiência.É aí que as aprendizagens se tornam reais.É aí que se forma o carácter, se desenvolve a escuta, se expande a liderança. Este dia foi prova viva disso. Um agradecimento muito especial a toda a equipa da ABAADV, o meu mais sincero obrigada. Pelo profissionalismo, pelo carinho, pela entrega e por nos ajudarem a criar um momento tão especial.Aos alunos, obrigada pela abertura, pela entrega e pelo entusiasmo. Levo-vos comigo no coração. Que esta vivência inspire mais espaços de aprendizagem com alma.Que cada vez mais organizações descubram o poder de experiências assim, onde se aprende com o corpo, com o coração e com os sentidos bem despertos. Se também queres levar uma experiência como esta para a tua organização, equipa ou instituição, fala comigo.Junt@s, podemos criar encontros memoráveis que, não ficam só no papel, ganham vida nas relações do dia a dia.
Lidera o teu tempo com leveza Gerir o tempo não é fazer mais!É escolher melhor, escolher com intenção, com presença e com leveza. Ao longo dos anos, percebi que a verdadeira gestão do tempo começa por dentro, começa quando paramos para escutar o que é mesmo essencial. Começa quando deixamos de responder ao que grita e começamos a dar espaço ao que realmente importa. Liderar o tempo com leveza é criar um sistema que respeita cada um de nós. É ter clareza sobre as prioridades.É desenhar uma agenda que respira contigo e não contra ti. É organizar os dias com sentido, sem se perder no fazer constante.É saberes dizer “sim” ao que te aproxima dos teus objetivos e “não” ao que te drena. É cuidar da tua energia, não só das tuas tarefas.É incluíres pausas reais, blocos de foco, momentos de revisão.E, acima de tudo, é lembrar-te que tens o direito de viver os teus dias com mais tranquilidade e propósito. Liderar o tempo é liderar a vida.E fazê-lo com leveza, é um ato de coragem e verdade.
O Poder do Agora – Confia, entra em ação e faz acontecer! Vivemos num mundo onde o ritmo acelerado e a constante pressão para alcançar resultados fazem nos acreditar que precisamos de estar sempre “preparados” antes de entrar em ação. E se o momento perfeito para entrar em ação for agora? A espera pelo momento ideal pode ser uma armadilha. Ficamos presos em dúvidas, em listas intermináveis de “e se…?”, e acabamos por adiar decisões que poderiam transformar a nossa vida e carreira. O agora é tudo o que tens! Quando decides confiar no momento presente e dar o primeiro passo, crias movimento. Pequenas mudanças levam a grandes transformações, e cada decisão consciente fortalece a tua confiança. O segredo não está em esperar pelo momento perfeito, e sim em fazer do momento presente o momento ideal. Prática simples para estares mais presente no aqui e agora:Pára por um instante. Fecha os olhos. Respira fundo. Presta atenção à tua respiração, ao que ouves, ao que sentes. Permite-te estar no aqui e agora. Sempre que sentires a tua mente a divagar para preocupações futuras ou para situações negativas do passado, traz o foco para a tua respiração. É no presente que podes agir e criar a mudança que desejas. Se procuras uma forma simples e eficaz de treinar esta presença no dia a dia, experimenta as meditações 5 Minutos de…. São meditações guiadas, práticas e perfeitas para quem quer cultivar mais foco, equilíbrio e clareza sem perder tempo. 👉 Descobre mais aqui: 5 Minutos de … E agora pergunta-te: Qual é o pequeno passo que posso dar hoje para me aproximar daquilo que quero? A resposta pode estar mais perto do que imaginas. 😉
Nos últimos meses, tenho tido o privilégio de dinamizar diversas formações e workshops que me enchem o coração e reforçam a minha missão, contribuir para equipas mais felizes, comprometidas e produtivas. Cada sessão tem sido uma viagem incrível pelo desenvolvimento humano e organizacional, permitindo-me trabalhar com profissionais dedicados, que querem dar o seu melhor e construir ambientes mais saudáveis e eficazes. Em novembro, explorei dois temas que considero essenciais para qualquer organização, a Felicidade no Trabalho e a Resolução de Conflitos. A felicidade nas organizações não é um luxo, considero que é, sim, um pilar estratégico para o sucesso. Quando as pessoas se sentem reconhecidas, valorizadas e motivadas, o impacto reflete-se diretamente na produtividade e no clima organizacional. Por outro lado, aprender a gerir conflitos de forma construtiva transforma desafios em oportunidades de crescimento e reforça a coesão das equipas. Em ambas as ações, testemunhei momentos de grande reflexão, partilhas genuínas e a vontade de mudar para melhor. Já o novo ano começou com um mergulho no mundo da Comunicação Interpessoal e Assertiva. Uma comunicação eficaz é o alicerce de qualquer equipa de alto desempenho. Desde a capacidade de expressar ideias com clareza até à escuta ativa e à empatia, trabalhar estas competências cria relações mais fortes e ambientes de trabalho mais colaborativos. Foi gratificante ver participantes a descobrirem novas formas de se expressar e a sentirem-se mais seguros para lidar com diferentes situações do dia a dia profissional. Este mês a rota tem sido preenchida com novas formações em Comunicação e Gestão de Equipas, o que deixa entusiasmada por contribuir para o crescimento de profissionais e organizações. A liderança eficaz, a capacidade de motivar equipas e a construção de relações de confiança são peças-chave para qualquer organização que queira crescer e marcar a diferença na sua área de atuação. Cada formação que dinamizo é mais do que um momento de aprendizagem, é uma experiência de transformação. Ver equipas a evoluir, a ganhar consciência das suas dinâmicas e implementar mudanças concretas é, para mim, um dos maiores fatores de realização profissional. Sei que, ao investir no desenvolvimento das pessoas, estou a contribuir para organizações mais fortes, mais humanas e mais bem-sucedidas. E tu, como sentes que a comunicação e a liderança estão a impactar a tua equipa? Se quiseres partilhar ou explorar formas de crescimento para a tua organização, estou deste lado, pronta para ajudar!
Foi com grande entusiasmo e alegria que, no passado dia 16 de abril, participei na Semana da Criatividade do Politécnico de Coimbra – IPC ao dinamizar o workshop “Mindfulness e a Criatividade”, na ESEC – Escola Superior de Educação de Coimbra, em conjunto com a Professora Vera Cristina Ribeiro, a quem agradeço imenso o convite para este momento riquíssimo. A dinamização do workshop contou com a presença da ferramenta criativa FLOW da Points of You , o jogo sério Spark Cards de Anibal Viegas e vários momentos de pausa, das práticas formais e informais do Mindfulness.Criar espaço para despertar e expressar a criatividade em cada um de nós é fundamental para que possamos encontrar, cada vez mais, soluções criativas e inovadoras para os desafios nas diferentes dimensões da vida e projetos. A criatividade é uma das competências mais aplaudidas pelas organizações e a nossa saúde, também, agradece.Cria espaço na tua vida para a tua criatividade se expressar em toda a sua plenitude.
A gestão emocional permite-nos regular todas as emoções que nos desencadeiam impulsos. Ao ampliarmos a nossa capacidade de auto-observação e consciência conseguimos, mais facilmente, pensar antes de agir. Existem várias técnicas que nos ajudam a aprender a gerir melhor as nossas emoções, partilho contigo algumas das que mais utilizo ao longo do dia: 1- Respirações Diariamente faço exercícios de respiração, que considero simples e fáceis. Integro os exercícios na minha rotina matinal e mesmo quando estou a conduzir, ou na fila do supermercado, e por vezes quando quero fazer pausas do trabalho que estou a desenvolver. Uma das respirações que gosto de fazer é: inspirar pelo nariz e conto até 3, expirar pelo nariz e conto até 6, durante 5 a 7 ciclos. 2- Meditação Sempre que possível em 2 momentos distintos do dia faço meditação, ao acordar e após almoço, e algumas vezes ao final da tarde. Mediante o nível de cansaço e tempo disponível adapto a duração da meditação. Uma meditação simples que podes fazer em qualquer lugar é observar, apenas e unicamente, a respiração. Ao aparecer pensamentos, dizer mentalmente são apenas pensamentos, tal como as nuvens seguem o seu caminho. 3- Prática da Gratidão Diariamente, escrevo 5 a 10 situações pelas quais estou grata, no meu diário – Diário Life. A minha prática matinal conta, também, com momento de gratidão. Ao início pode parecer desafiante listar pelo que estamos gratos/as, uma possibilidade é usar os dedos da mão e ires dizendo sempre que te lembras de algo importante e valioso do teu dia. Como por exemplo, a possibilidade de ter alimentos para fazer as refeições, estar saudável, fazer viagens tranquilas, acordar e ver o que está em redor. 4- Observar as emoções Observar o que sinto permite-me ganhar consciência do meu estado emocional e investigar a possível mensagem do que estou a sentir. Uma forma para treinar esta parte é escrever as emoções mais presentes ao longo do dia. Considero que todas as emoções têm mensagens para nos dar, por isso aceito o que sinto e procuro saber mais sobre o que posso melhorar em mim, para me sentir alinhada com as emoções que pretendo ter mais presentes. A gestão dos nossos estados emocionais começa dentro de nós, com pequenos passos conseguimos. Boa gestão emocional 🙂
A nova consciência: SER para TER! Será que o nosso verdadeiro sonho é TER o que tanto desejamos, ou é a sensação ou as sensações que esse TER, imaginamos, que nos dá? Pensa em algo em que o teu foco estava apenas no conseguir ter e nem existiu cuidado, da tua parte, como o que sentias, com o que era, realmente, importante para ti… o sentimento de alcançares o que desejavas foi duradouro? Ao Ser quem somos e como somos, Fazer cada ação a que nos propomos alinhadas connosco alcançamos o Ter com uma maior motivação intrínseca e com um sentimento de realização de longo prazo. Assim, o TER passa a ser alcançado de forma mais alinhada com o nosso SER, com maior clareza, leveza e livre de julgamento interno. O SER primeiro antes de fazer e ter faz parte da nova consciência para vivermos, profundamente, uma vida mais alinhada, plena e Alegre! Convido-te, tendo em consideração esta partilha, a pensares e sentires o que desejas, depois observa se as tuas ações têm estado alinhadas com o teu SER. De seguida escreve o teu termo de compromisso em SER quem és ao desenvolveres as ações que precisas para alcançar o que desejas. E, se te fizer sentido, adiciona como vais contribuir ao seguires este compromisso. SER, FAZER, TER e CONTRIBUIR a consciência da nova era!
A forma como lidamos com os nossos pensamentos, pode impulsionar o nosso bem-estar ou limitá-lo. Sendo, na minha perspetiva, fulcral termos curiosidade em os investigar. Byron Katie, viveu vários anos com depressão, até que percebeu que quando acreditava nos seus pensamentos, sofria e quando não acreditava, não sofria. Ganhou clareza quanto ao que lhe causava sofrimento e depressão, afinal não era o mundo e sim o que ela acreditava sobre o mundo. Então a partir desta clareza, Byron Katie criou 4 perguntas poderosas que permitem identificar e investigar os pensamentos que nos causam sofrimento. Que são: Isso é verdade? Podes saber com absoluta certeza que isso é verdade? Como reages quando acreditas nesse pensamento? Como serias sem esse pensamento? Recorda pensamentos, sobre uma pequena situação, que te possam estar a provocar sofrimento, faz as perguntas e permite que respostas mais profundas possam surgir. Podes fazer algumas respirações antes das perguntas e no final, aguarda pelas respostas, aceita-as e, se te fizer sentido, regista-as. Photo by César Abner Martínez Aguilar on Unsplash